O Quixote


Is it me you’re looking for?
03/16/2016, 16:10
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Alô?

 

digo,

 

Estamos a sós novamente?



Dúbio
10/07/2012, 1:43
Filed under: Uncategorized

Você já devia saber que somos todos, mais de um só.

Como aquele traficante, que matou centenas de pessoas

E que virou chefe do morro aos 33, para poder pagar pelo tratamento de saúde da filha.

Como aquele jogador de futebol, que jogou a carreira no lixo

Pois sentia saudade, sentia o vazio, sofria de banzo.

Como você, que não suporta minhas palavras,

Mas que vive voltando aqui, para ver se há algo novo.

Como eu, que já não escrevo mais

Para não dar ouvidos ao ‘’eu’’ que me faz sofrer.

 

Curioso, pois sempre achei que escrevia para poder me curar.

Até perceber que o que me faz escrever é o que me faz sofrer.

 

Mas voltemos ao assunto: somos TODOS, mais de um.

Até o Russomano, que é candidato e filho da puta ao mesmo tempo.

 

Até o meu namoro, que me faz tão, tão, tão bem por me sentir benquisto,

Simplesmente por estar lá. Por comparecer. Por sorrir. Ela sorri de volta.

Aí “eu”, reclamo. Como pode alguém me querer tão bem?

Como pode alguém me querer tão intensamente?

Só pode haver algo de errado com essa pessoa…

Só pode haver.

Afinal, há pelo menos dois de cada um de nós…

E o desejo e a sandice andam intimamente conectados, todos sabemos.

Mas, não…

“Eu” é quem não aceito,

Quem quer que me queira bem.

E é por isso que escrevo.



Forgiveness is the release of all hope for a better past
08/19/2012, 21:05
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Porque simplesmente não consigo parar de assistir a esse cara:

 



Uma Questão
06/16/2011, 12:33
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Por quê?



Falling Down
06/11/2011, 21:03
Filed under: paixonite, poema?

Quando comprei flores pela última vez,

a uma garota,

tinha cerca de quinze anos.

Quando deixei de acreditar

em deus,

tinha cerca de dezessete anos.

 

 

Dali ao

hedonismo,

às ressacas,

ao cinismo,

aos corações partidos.

–  os delas, mas principalmente

o meu.

 

 

Daí um

sorriso

remendou-me.

Lutei,

à favor das ressacas,

sempre.

Perdi,

liquidado por sua

bondade.

 

 

E levaram-me cerca de

dez anos

para adquirir um buquê.

E levaram-me cerca de

quinhentos quilômetros

para ver uma auréola.

 

A mim e a Tom Waits.



Metamorfose
04/18/2011, 14:23
Filed under: argumento

Um despertador toca exatamente às 5 da manhã. Ao seu lado, o Homem, deitado num sofá-cama pequeno demais para seu corpo, já de olhos abertos e expressão fadigada, estende sua mão para desligar o aparelho.

Ele se levanta, veste uma muda de roupas aparentemente separadas no dia anterior e agarra uma pequena mala; avolumada pelo seu vasto conteúdo. Seu semblante é triste e sua cabeça pende para baixo durante o processo. Pelo apartamento cheio de porta-retratos ele caminha, até dar num corredor com duas portas fechadas, abre a primeira delas com cuidado e encontra um casal de crianças adormecidas em suas respectivas camas. Ele pousa a mala no colo, senta-se à beira de uma das duas camas do quarto e passa alguns instantes a observá-los, escutando sua pesada respiração. Levanta-se novamente, fecha a porta com o mesmo cuidado de outrora e dirige seus passos à porta seguinte. Para por um momento, com a mão na maçaneta. Gira-a devagar e empurra a porta até que uma fresta se abre. Ele olha: no quarto arrumado, ele vê uma mulher dormindo sozinha numa cama de casal.

Corta para:

O Homem agora está num flat, apinhado de moveis e objetos impessoais. Ele está sentado num sofá, com as mesmas vestes, a mala estufada cuidadosamente equilibrada ao seu lado e sua cabeça caída em suas mãos. O Homem chora copiosamente.

Após alguns segundos, uma barata se esgueira pela sala do flat, até passar entre seus pés. O Homem interrompe aos poucos interrompe seu lamento. Ele a observa com curiosidade, endireita suas costas e demonstra certo nojo com a presença do animal. Finalmente, ele levanta um de seus pés com cuidado e dá-lhe um forte pisão. Quando volta a levantar seu pé, a barata, ainda viva, sai de seu lugar e perambula até debaixo do sofá onde está o Homem.

Sem pensar duas vezes, ele enxuga os olhos, ainda vermelhos pelo choro recente, e agacha para visualizar melhor o inseto. Pelo vão formado entre o sofá e o chão, ele vê sua silhueta. Sem mais delongas, o Homem empurra o sofá até que este esteja fora do caminho, fazendo com que a barata corra até outra localização. No trajeto do animal, o homem a persegue, um pisão após outro, errando todos os golpes, entretanto. A barata se dirige à copa, onde se esconde debaixo do frigobar. O Homem corre até ela, mas é incapaz de impedi-la.

Agora com as mangas de sua camisa arregaçadas ele, com esforço, consegue retirar o frigobar de seu lugar habitual. A barata não está lá. Ele passa abrir armários e vasculhar todos os cantos do pequeno cômodo, em vão. Ele recoloca o frigobar no lugar, novamente esforçando-se ao mover o pesado equipamento, cujas garrafas e latas em seu interior tilintam sem cessar durante o processo. Finalmente, ele dá de ombros.

O Homem abre sua mala, lotada de camisas, calças e um par de sapatos. Rapidamente escolhe um par de roupas e dirige-se cabisbaixo ao banheiro. Toma um banho imóvel, deixando a água escorrer por sua cabeça. Ao sair, seca-se, veste suas cuecas e uma nova camisa. Equilibra-se na pia para vestir suas calças, coloca uma das pernas e, ao vestir a outra, observa a barata adentrando o banheiro por debaixo da porta. Surpreso, ele rapidamente retira sua mão da pia e tenta golpea-la.  A barata se afasta e foge do toalete. Ele abre a porta com voracidade. Ao tentar sair, tropeça na calça semiposta e vai ao chão com um estrondo.

Ele geme de dor e rola no chão entre o corredor e o banheiro. Enquanto o Homem ofega, o animal retorna, escala a gola de sua camisa e toca em sua nuca. Num pulo, ele levanta e se debate, tentando retirar o inseto de suas vestes. Retira o pouco que havia vestido de suas calças, arranca a camisa de uma só vez, joga-a no chão e a pisoteia com furor. Ele xinga e esbraveja contra a peça de roupa, chutando-a para longe quando sua fúria começa a diminuir.

Agarra a camisa amarrotada e a examina. Não há sinal da barata.

De cueca, o Homem se dirige à copa, retira todos os objetos móveis do lugar – incluindo o frigobar, que desta vez se abre e despeja todo seu conteúdo no chão. Vai até a sala, arrasta o sofá, empurra as cômodas, move a televisão, chuta sua mala e revira seu conteúdo. Nada do animal.

Vai até o quarto, agacha e olha debaixo da cama. A silhueta da barata volta a aparecer. Ele tenta mover a cama, sem sucesso. Volta à sala e agarra um dos sapatos de sua revolta bagagem.  Corre ao quarto e esgueira-se debaixo da cama, golpeando com o sapato, ensandecidamente.  A silhueta da barata não está mais lá.

Ele grita e ofega, tenta levantar-se e bate com a cabeça no estrado da cama. Arrasta-se até sair debaixo do móvel. Tenta arrastá-lo, desta vez com mais fúria e exercendo mais força. Consegue mover a cama por alguns centímetros.  A barata ressurge sob a cama e arrasta-se para fora do quarto. Com toda sua força, ele atira-lhe o sapato que tem em mãos. Erra e passa a persegui-la.

A barata corre por todo o flat, desviando-se dos objetos jogados pelo Homem. Ele a persegue implacavelmente, seu rosto vermelho graças à raiva e ao esforço feito. Ela se aproxima da porta de saída, ele pisoteia implacavelmente. A centímetros da porta, o pé descalço finalmente atinge o inseto.

O Homem para por um minuto. Respira profundamente e retira o pé do lugar. A barata está esmagada, uma de suas patas treme, num reflexo. Ele rapidamente pisa mais duas, três vezes, até que o corpo do animal transubstancie-se numa pequena mancha no assoalho. De cuecas, suado e avermelhado, ele observa e sorri.

De volta ao apartamento inicial, o despertador ao lado do sofá-cama – agora em seu formato sofá – marca 7h39min. A porta de entrada se abre e revela o Homem, com novas vestes e a bagagem em punho. Ele entra rapidamente, a passos firmes e queixo levantado. Vai até o corredor, ignora o quarto das crianças e escancara a segunda porta. Ele entra, atira a mala ao chão e fecha a porta, num estrondo.

Nota: Este é apenas o rascunho de um argumento. Por favor, considere isso ao se deparar com a linguagem cansativa deste post. Mas se você teve paciência de ler até aqui, existem mais informações na sessão de comentários deste post.



Como Dizia Reginaldo
04/01/2011, 0:57
Filed under: citação

Antigamente
Eu era triste e não sabia
Que no amor Sempre existia
Um alguém pra outro alguém

Você Chegou
Eu mudei completamente
Sou igual a tanta gente
Hoje sou feliz também

Porque
Você é o meu pedaço de mau caminho
A medida certa para o meu carinho
A coisa mais linda que eu conheci

 

Reginaldo Rossi